ASSOCIAÇÃO VIDA INTEIRA

Fundada em 24 de Fevereiro de 2005, com a aquisição da Chácara 51B, na Quinta das Águas Bonitas, em Águas Lindas de Goiás, entorno de Brasília-DF. Esta é uma região muito carente, sem nenhuma opção educacional extra, sem nenhuma opção de lazer, sem a devida assistência médica e até mesmo de difícil acesso na época das chuvas. No dia 26 de Outubro de 2005, a Associação foi Registrada no Cartório de Pessoas Jurídicas, e posteriormente teve o seu Registro na Receita Federal.

O objetivo da aquisição do imóvel era fundar uma Associação que tivesse como finalidade a promoção da prática da caridade espiritual, moral e material por todos os meios disponíveis, em benefício de todos, sem distinção de pessoas, raça, cor, posição social e religião; a realização de serviço de assistência social de modo geral, realizando projetos educacionais e de amparo a crianças, jovens e adultos; desenvolver projetos culturais objetivando o desenvolvimento cultural e social da comunidade em geral; desenvolver projetos auto-sustentáveis que envolvam a comunidade em geral; e proporcionar ações positivas e preventivas de saúde comunitária.

sexta-feira, maio 21, 2010

A Religião e a Magia

A religião é o abandonar-se no Ser adorado, independente dos acontecimentos externos. É sublimar-se no amor divino e entregar-se no êxtase de servir, seja no próprio rito, seja na rotina da vida. A religião deve ser uma manifestação natural do esforço do ser em unir-se conscientemente ao eterno, independente da concepção e da revelação que cada um tem do seu Deus interior e do Ser supremo, o Misericordioso.



A magia (feitiçaria) é o desvirtuamento da religião (qualquer que seja ela). É querer subjugar a divindade e fazer dela o seu serviçal. Ai entra a ritualística que deixa de ser fruto do louvor sincero, para ser uma troca com o divino e uma tentativa de subornar o sagrado.

Assim, quando usamos de qualquer subterfúgio SOMENTE para termos proteção, alcançarmos vitórias sobre supostos inimigos, galgarmos algo que servirá somente para fortalecer o nosso ego, estamos praticando a magia.



Por isso que em todo o histórico das religiões (todas elas), temos o embate entre o feiticeiro/feiticeira e o sacerdote/sacerdotisa.



O Sacerdote/Sacerdotisa embriaga-se do amor divino e distribui este vinho aos que o segue, de maneira complacente e libertadora.



O Feiticeiro/Feiticeira corrompe a divindade para que se torne o seu escravo e assim lhe garanta os resultados da sua soberba e da sua concupiscência. Nisso nasce a religião escravizadora e não libertadora (feitiçaria),que podemos detectar em todas as estruturas religiosas, tanto históricas, como contemporâneas.

A fé pura liberta.

A magia escraviza. Pois para se sentir protegido, amado, feliz, o ser precisa o tempo inteiro negociar com o divino, AO INVÉS de sucumbir em seu amor e sua manifestação, de maneira voluntária e consciente.

Assim surge o clientelismo religioso.

A feitiçaria é a sede do politeísmo. Pois fica difícil para o feiticeiro/feiticeira lidar com um Ser Todo Poderoso e Onisciente e Justo. Não dá para usá-lo para os seus fins duvidosos e para sua ânsia de poder temporal e de crescimento do ego. Então prefere acreditar e fazer acreditar em vários deuses e assim, tentar o favor de um ou de outro dependendo da situação, ou até manipulá-los para ver quem vai sair vencedor no embate promovido pela sua ganância. Até porque aquela sua criação mental que (ele acredita um Deus) considera divina, precisa deste negócio para continuar sendo deus.

A religião, mesmo as que têm uma diversidade de divindades e cultos a seres divinos e espirituais, consegue transcender a todas estas manifestações, vendo nestas divindades ou seres as diferentes facetas da consciência suprema do Deus/Deusa Todo Poderoso, e suas diversas revelações durante a história da humanidade ou de um povo específico, mas não foge nunca à idéia de uma mente Suprema de onde tudo partiu e para onde tudo converge.

Cultuar Deus/Deusa em suas diversas facetas é somente reconhecer a Sua sabedoria suprema e seu amor, que se dar voluntariamente de acordo com a necessidade da humanidade (várias divindades não significa necessariamente politeísmo, sob o este ponto de vista). Mas a verdadeira religião e o verdadeiro sacerdote/sacerdotisa nunca buscam uma manipulação da vontade divina, pelo contrário, a Reconhece e nela se deixa absolver no prazer de se espiritualizar conscientemente, já que sabe que toda forma é passageira. O verdadeiro devoto cultua, oferece as suas dádivas, mantém os seus rituais, mas sempre sob a perspectiva de agradecimento e engrandecimento da revelação divina que se faz em sí mesmo e em todas as coisas, e sempre objetiva a sua união suprema com Deus/Deusa, mesmo que seja através de uma das suas naturezas manifestadas que chamamos aqui de divindades e que o devoto visualiza como sua própria natureza divina (um exemplo são as divindades do candomblé, que são manifestações da mente criadora divina e que se manifestam como sendo nossa energia primordial de DEUS/DEUSA em nós).

Se assim não for, nem é religião nem são sacerdotes/sacerdotisas autênticos. São magos desvirtuados que usam a capa, tradição e ritos religiosos para deturpar e desviar o crente do verdadeiro objetivo religioso e defendido pelos verdadeiros sacerdotes/sacerdotisas: unir-se conscientemente ao seu Deus Pessoal.

Sob este ponto de vista, toda religião pode desvirtuar-se em feitiçaria. Todas elas sem exceção.

Abandonemo-nos, pois em Deus/Deusa e em suas manifestações sagradas, e prestemos cultos sinceros e vamos oferecer a ele tudo que temos de melhor, de acordo com a nossa tradição religiosa, como fruto do nosso trabalho e da nossa existência, mas nunca como troca ou para que a divindade se torne escravo do nosso Ego, se sentindo na obrigação de cumprir todos os desejos do nosso coração, mesmo aqueles que não são justos nem contribuem para o equilíbrio de toda a criação.

Com esta consciência podemos alcançar a liberdade e a felicidade mesmo em meio as procelas do mundo. Seremos livres, inclusive, dos feiticeiros que querem toda nossa energia, forças, culto, dinheiro, oferendas para eles próprios, já que se sentem donos dos deuses e capazes de manipulá-los.

Mba Kukunda Ngana Nzambi Mpungu - Louvado seja Deus Todo Poderoso!

Louvado seja pela sua diversidade de manifestação, pelo Deus pessoal que se faz em mim e que me leva conscientemente à realização divina, e ao encontro dos meus antepassados e ancestrais que habitam nos mundos espirituais.

Independente dos acontecimentos que me agradem ou me desagradem no dia de hoje, eu Louvo ao Eterno e Complacente, e me abandono Nele, como o pequeno riacho se entrega às águas de um rio caudaloso até alcançar o mar do amor de Deus/Deusa.


Bom dia e boa semana para nós.


Tata Ngunz'tala

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